Política

Tovar: Governo cortava todo ano recurso para UEPB, mas desviava milhões em esquemas de corrupção 

O deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) lamentou o corte realizado pelo Governo Federal em mais de 30% nas universidades, institutos federais e hospitais universitários e também a situação de dificuldade enfrentada pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) que chegou a sofrer um desmonte no governo de Ricardo Coutinho (PSB). Com os repasses financeiros cada vez mais baixos, a UEPB pode até não abrir vagas para alguns cursos no segundo semestre desse ano. “O Governo cortava ano a ano os recursos da universidade, mas desviava milhões em esquema de corrupção como o da Cruz Vermelha”, disse.

“Não se pode cortar verbas da educação sob a alegação de ser caro, pois estamos falando em investimento em presente e futuro. É através da educação que se desenvolve uma nação e as verbas para as universidades e pesquisas devem ser preservadas. É lamentável que essa situação vivenciada hoje no Brasil já vem sendo discutida por nós em relação à UEPB. O então governador Ricardo Coutinho chegou a promover um verdadeiro desmonte da instituição reduzindo drasticamente os repasses ao longo dos anos”, disse o deputado.

Tovar lembrou ainda que enquanto a UEPB tinha o duodécimo cortado ano a ano, o Hospital de Trauma, gerido pela corrupta Cruz Vermelha Brasileira, aumentou o seu custo mensal de R$ 4 milhões para R$ 16 milhões. Em 2009, no governo Cássio Cunha Lima, a UEPB chegou a receber 5,21% da receita ordinária do Estado. Já no governo do PSB esse percentual não parou de cair e hoje a instituição recebe apenas 2,8% da receita ordinária.

De acordo com Tovar, o reitor Rangel Júnior teve que adiar o início do ano letivo para garantir o funcionamento da instituição. Para o deputado, antes de atacar o Governo Federal, que também não faz o correto com os cortes, é preciso olhar para dentro do Estado.

“Um dos maiores patrimônios do nosso povo, não tem sua autonomia administrativa e financeira, que são garantidas por lei, respeitadas pelo governo; que há mais de oito anos persegue a instituição e Campina Grande. Com isso a universidade não consegue avançar e os alunos e toda a população saem prejudicados”, Disse Tovar.

Instituições federais – A Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e o Instituto Federal da Paraíba (IFPB) perderão, juntos, um total de R$ 103.371.137 pelo contingenciamento de recursos anunciado pelo Governo Federal na área da educação.

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