domingo, setembro 27, 2020
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PESQUISA: 83,6% dos jovens são sedentários e especialista afirma que limitar tempo de uso de eletrônicos pode mudar índices

Sempre conectados e de olhos vidrados nas telas, sejam de celulares, tabletes, computadores ou televisão. Esta é uma realidade na vida de milhares de adolescentes. Consequentemente, a falta de exercícios resulta numa realidade em que os jovens não se movimentam tanto quanto deveriam, é o que aponta uma pesquisa divulgada na revista The Lancet. No Brasil, segundo os dados, 83,6% dos jovens são sedentários e limitar tempo de uso de eletrônicos pode ser caminho para reverter essa realidade.
 
O estudo mostra que 80% dos jovens, entre 11 e 17 anos, em todo mundo não praticam a atividade física mínima diária para estarem saudáveis, ocasionando, consequentemente, uma vida sedentária. A médica do Hospital do Hapvida em João Pessoa, Ivna Soares Toscano, afirma que é possível combater o sedentarismo na adolescência e, até mesmo, antes dessa fase. “A melhor forma de combater o sedentarismo é estimulando a prática de atividade física desde a infância e adolescência, incluindo esse hábito na rotina da criança”, assegura.
 
Em relação ao Brasil, a pesquisa apontou que 83,6% dos jovens são sedentários. A médica explica que apesar dos índices serem altos, impor limite é um caminho para solucionar esta realidade. “Limitar o tempo de uso de tela diária, incentivar a prática de outras atividades como esportes, jogos que não sejam digitais, estimular o convívio com outros jovens dentro dessas atividades e criar uma rede de apoio a esse jovem para que ele desperte interesse por outras atividades que não somente o uso de telas são algumas alternativas para mudar os altos índices de sedentarismo em nosso país”, afirma.
 
Apesar da tecnologia proporcionar uma variedade de entretenimento como jogos, aplicativos, vídeos, que chamam a atenção do jovem para a tela e não para a atividade física, Ivna Soares Toscano lembra que o uso excessivo provoca outros males que vão além do sedentarismo.
 
“Prejudicam o aprendizado, podem gerar transtornos emocionais como ansiedade, isolamento, síndrome do pensamento acelerado, distúrbios do sono, obesidade, transtornos compulsivos e alimentares, déficit de crescimento e dificuldades nos relacionamentos”, elenca.
 
Mais dados – A pesquisa foi desenvolvida por quatro cientistas que analisaram a evolução em 15 anos (2001 a 2016) de 1,6 milhão de jovens estudantes em 146 países, apresentando as seguintes conclusões: no período total da pesquisa houve pouco avanço, as meninas se exercitam menos e o sedentarismo está presente tanto em países ricos como pobres. O país onde os jovens são mais sedentários é a Coréia do Sul (94,2%) e o que possui menos jovens sedentários é Bangladesh (66,1%). 
 

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