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Paraíba registra primeiro caso de malária e infectologista informa sobre meios de prevenção

O primeiro caso de malária registrado na Paraíba este ano fez acender o sinal de alerta das autoridades de saúde no Estado. O médico infectologista do Hapvida João Pessoa, Fernando Chagas, afirma que manter a população bem informada sobre os riscos e as formas de contaminação é o primeiro passo para se evitar novos casos. O especialista destaca ainda que o uso de repelentes é essencial, principalmente, para as pessoas que residem nos locais onde foi constatada a doença.

O caso foi confirmado em uma mulher de 35 anos, moradora do Conde, no Litoral da Paraíba. A paciente segue em tratamento. Outro fato que chama atenção é que a vítima não possui histórico de transfusão sanguínea, tendo adquirido a doença dentro da Paraíba. O protozoário identificado no exame da paciente foi o Plasmodium Vivax, considerado o de menor patogenia. “Para ter aparecido um caso de alguém daqui sem que esse paciente tenha viajado, alguém deve ter trazido o protozoário do sangue, o mosquito picou essa pessoa e depois picou o paciente”, detalha.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, de 1994 a 2018 foram notificados 175 casos suspeitos de Malária. Destes, 70 são de pacientes residentes na Paraíba e todos foram registrados como casos importados, ou seja, pessoas que se deslocaram para regiões endêmicas, foram infectadas e retornaram para o estado de residência. Nenhuma morte foi registrada.

“É muito bom falar da malária, porque é uma doença com grande impacto mundial, mas com prevalência em áreas tropicais. Para evitar, o uso de repelente seria de enorme impacto na transmissão. Além do combate ao mosquito Anopheles, que é o transmissor da malária. Então, a primeira grande questão é ensinar a população sobre o mosquito, mostrando como identificá-lo, bem como, levar informações sobre os sintomas que possivelmente apareçam”, diz o infectologista.

Sintomas – O médico explica que os sintomas da doença são febre e fraqueza, desenvolvendo-se com dor de cabeça, dor no corpo, calafrios, acompanhados por dor abdominal, dor nas costas, tontura, náuseas e vômitos. É a partir daí que o profissional deve questionar o paciente sobre se ele esteve em alguma localidade com casos confirmados ou se manteve contato com alguém infectado.

Os sintomas da malária não aparecem de imediato. Eles surgem depois de transcorrido o período de incubação, que é o tempo compreendido entre a penetração do parasita no organismo e o aparecimento dos primeiros sintomas – o que pode levar de 7 a 14 dias, em média, podendo chegar até 60 dias. O período do tratamento dura de dois a sete dias.

De acordo com o infectologista, o diagnóstico é feito por meio da suspeita clínica, que é a observação dos sinais e sintomas, mas necessita do encontro dos parasitas no sangue para confirmação. E esse encontro, segundo o médico, é feito por meio de um exame chamado ‘Gota Espessa’.

Causas – A doença é causada por um protozoário que é transmitido por um mosquito. Dessa forma, a infecção pelo Plasmodium (que é o protozoário) depende de um vetor, que seria um mosquito do gênero Anopheles. Existem pelo menos 40 espécies que podem transmitir malária. No Brasil, a espécie mais frequente é o Anopheles Darlingi.

Proteção – Além da informação sobre a doença e o uso de repelentes, o infectologista alerta para outras medidas de proteção individual que podem ser adotadas pela população para reduzir a possibilidade da picada do mosquito transmissor da doença. Entre elas estão: usar cortinados e mosquiteiros; instalar telas em portas e janelas; evitar frequentar locais próximos a criadouros naturais de mosquitos, como beira de rio ou áreas alagadas; e usar calças e camisas de mangas compridas e cores claras.

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