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EMPREENDEDORISMO FEMININO: Mulheres têm acesso a valor menor de empréstimos e pagam juros mais altos que homens

Na Paraíba, 37% dos negócios são comandados por mulheres. No Brasil, são 9,3 milhões de mulheres que estão à frente de um negócio, o que representa 34% de todos os donos de negócios formais ou informais. Mesmo com crescimento do numero de mulheres que decidem empreender, elas encontram desvantagem no que se refere ao acesso a crédito e linhas de financiamento. As empresárias acessam um valor médio de empréstimos de aproximadamente R$ 13 mil a menos que a média liberada aos homens e pagam taxas de juros 3,5 pontos percentuais acima do sexo masculino. Os dados são do Sebrae.
 
No Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, comemorado nesta terça-feira (19), a presidente da Associação Fórum das Mulheres de Negócios da Paraíba, Melca Farias, afirma que empreender ainda é uma tarefa mais complicada para as mulheres, pois elas lidam com jornadas triplas e ainda enfrentam preconceitos diários.  “Para se ter uma ideia, temos uma escolaridade 16% maior e ainda ganhamos 22% a menos que os homens na mesma posição”, destacou.
 
Sobre a diferença nas linhas de crédito, Melca afirma que isso vem motivando debates dentro do Fórum das Mulheres e até diálogos com o Assembleia Legislativa e Congresso Nacional para que se construa uma legislação que assegure igualdade entre homens e mulheres.
 
“Nem os índices de inadimplência mais baixos, verificados entre as pagadoras do sexo feminino, foram suficientes para gerar uma redução dos juros. Enquanto 3,7% das mulheres são inadimplentes, os homens apresentam um indicador de 4,2%”, disse Melca, citando os dados do Sebrae.  
 
Estudo – A Pesquisa Mulheres, Empresas e o Direito (WBL) do Banco Mundial avalia as decisões econômicas que as mulheres tomam ao passar por diferentes etapas de suas vidas profissionais. Trinta e cinco perguntas são pontuadas em oito indicadores, o que deu ao Brasil a pontuação de 81,88. Quando se trata da liberdade de movimento das mulheres; de sua capacidade de ingressar na força de trabalho; de sua capacidade legal de tomar decisões dentro do casamento, e sua capacidade de gerenciar ativos, o País obtém uma pontuação máxima.
 
Em relação à capacidade das mulheres de escolherem os empregos que quiserem; sua capacidade de retornar ao trabalho após ter filhos; ao empreendedorismo feminino, e a capacidade das mulheres de receberem pensão, o Brasil não pontua tão bem. No tocante a remuneração, o País ficou com 75 pontos, já que a lei não exige remuneração igual para trabalho de igual valor.  No quesito Empreendendo, o país pontua 75, pois a lei não proíbe a discriminação de credores com base no gênero no acesso ao crédito.
 
Segundo o estudo, o Brasil adotou a Lei Maria da Penha (Lei 11.340) em 2006, uma lei-modelo no combate à violência contra as mulheres, inspirando muitos países a introduzir legislação semelhante na última década. No entanto, o Brasil não promoveu reformas em sua legislação nas áreas analisadas pelos oito indicadores de Mulheres, Empresas e o Direito nos últimos 10 anos.
 

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