terça-feira, maio 26, 2020
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Duas paraibanas descobrem que têm câncer por dia e falta de tratamento leva mulheres carentes à morte 

Por dia, duas paraibanas descobrem que têm câncer de mama. No Brasil serão 59,7 mil novos casos da doença só este ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). A doença quando detectada no início, a chance de cura chega a 90%, mas na Paraíba, a demora do diagnóstico e início de tratamento vem levando muitas mulheres à morte, principalmente, as mais carentes que dependem do Poder Público.
Os dados foram discutidos durante sessão especial realizada, nesta terça-feira (30) pela Frente Parlamentar de Combate ao Câncer da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). A propositura foi do deputado estadual Bruno Cunha Lima (SD). A sessão contou com a participação do deputado Jutay Meneses e de representantes da Defensoria Pública, Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas do Estado, Hospital Napoleão Laureano, Hospital São Vicente de Paulo, além de Ongs que atuam na luta contra o câncer de mama e pacientes que lutam contra e que venceram a doença.
Bruno falou da criação da Frente Parlamentar e destacou os problemas vivenciados pelas pessoas que descobrem a doença e precisam de tratamento. Ele afirma que os gastos com medicação e outros insumos só aumentam enquanto o valor repassado para o tratamento permanece o mesmo. “Infelizmente, a Paraíba ainda é um dos estados que mais matam mulheres de câncer de mama”, disse, destacando que o rastreio da doença acaba se concentrando em João Pessoa e Campina Grande.
O parlamentar falou do alto custo dos medicamentos utilizados para o tratamento de câncer e disse que faltam recursos para comprar esses remédios. Lembrou que muitos políticos tiraram dinheiro da saúde para financiar as suas campanhas, través do fundo partidário.
Durante a sessão, Bruno também anunciou que dará continuidade ao trabalho de luta contra o câncer através de uma fundação que será lançada no próximo ano. Ações como a Corrida do Bem e Pedal Solidário, que juntos já arrecadaram cerca de meio milhão para unidades filantrópicas que cuidam de pacientes com câncer, continuarão sendo realizados. “Nunca foi por política, sempre foi para trabalhar pelo combate ao câncer”, disse.
Boneca Maria – A mastologista e presidente da Associação das Mulheres do Peito, Cristiane Araújo, falou durante a sessão do projeto da Boneca Maria, que é fabricada por detentas e artesãs de baixa renda e todo o dinheiro arrecado é revertido para pagar exames para mulheres. “Estou vendo as mulheres carentes morrendo de câncer por não ter acesso ao tratamento”, disse, lembrando que o projeto da Boneca Maria foi criada para tentar colaborar na luta contra o câncer e preencher um pouco a lacuna deixada pelo poder público. A Ong financia atualmente as mamografias do Hospital da Fap, em Campina Grande. Mais informações podem sem obtidas através do site www.mulheresdepeito.com
Defensoria Pública – A defensora pública Catarina Guimarães, que participou da sessão, destacou o trabalho realizado pelo órgão que integra em defesa dos que mais precisam. Ela orientou aos que precisam de tratamento ou medicamentos e não conseguem, procurem a Defensoria Pública e informou que existe o núcleo de saúde dentro do órgão, que facilita o contato com as secretarias de saúde, agilizando uma solução para os problemas. Catarina também deu o seu testemunho, pois teve câncer de mama, detectado de forma tardia. “O principal remédio contra o câncer de mama é a fé em Deus”, disse.
Dados – O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que este ano deve terminar com 880 novos casos de paraibanas com câncer de mama. No Brasil serão 59,7 mil novos casos da doença. Esse tipo de tumor é o de maior incidência na população feminina brasileira, depois do de pele, respondendo por cerca de 29% dos novos casos a cada ano.

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