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Camila defende afastamento de secretários envolvidos na Operação Calvário e diz que caso pode levar a cassação de João Azevêdo

A deputada Camila Toscano defendeu afastamento de secretários estaduais envolvidos na Operação Calvário, que investiga o desvio de dinheiro público repassado à Cruz Vermelha e ao Instituto de Psicologia Clínica, Educacional e Profissional (IPCEP), organizações sociais que administram hospitais da Paraíba. Camila falou sobre o assunto na tribuna da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (12) e ressaltou que o caso pode levar a um processo de cassação do governador João Azevêdo (PSB).

“As investigações apontam a existência de um esquema de caixa dois que arrecadava recursos para a campanha eleitoral e para enriquecimento ilícito de integrantes do governo. Isso trata de uma decisão de um desembargador. Ele fala claramente que Leandro, assessor da secretária Livânia Farias, foi receber dinheiro de propina no Rio de Janeiro. Não se pode permitir que um governador permaneça no poder tendo vencido as eleições usando caixa dois, a partir de dinheiro público, desviado da nossa saúde, do hospital de Trauma”, denunciou.

Camila Toscano reforçou a necessidade dos secretários envolvidos nas investigações serem afastados da gestão. “Estamos falando de secretários de Estado, do procurador-geral do Estado, pessoas com alto poder de decisão e que estão determinando para onde vai o nosso dinheiro. Aí, eu pergunto, adianta mudar a organização social se você permanece com as mesmas pessoas na gestão? Será que não se formará uma nova organização criminosa com esses mesmos secretários?”, questionou.

A deputada afirmou que é necessário o governador João Azevêdo agir com transparência e dar uma resposta à população, afastando os secretários de suas atuações na gestão. “Na vida pública não é suficiente apenas ser honesto, é preciso parecer honesto. E não está parecendo nenhum tipo de honestidade a condução desse governo com esse processo”, frisou.

CPI – A deputada Camila Toscano criticou ainda as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) apresentadas pela bancada de situação, que segundo ela, foram criadas apenas para não permitir a instalação da CPI da Cruz Vermelha. Ela disse que não há nenhum tipo de movimentação nenhuma dessas CPIs e nem interesse dos deputados para instalarem essas comissões. “Se for necessário ingressar na Justiça para que essas comissões se tornem inexistentes, nós assim, o faremos”, comentou, se referindo as CPIs sobre crimes de Feminicídio, de Homofobia, Obras Inacabadas e Indústria dos Pardais.

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