sábado, fevereiro 22, 2020
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“A mulher lésbica soma opressões: por ser mulher e por ser lésbica”

A jornalista Larissa Darc tem 21 anos e está disposta a derrubar o preconceito que envolve a saúde sexual de lésbicas e bissexuais
 
Larissa Darc tem 21 anos, mora na periferia de São Paulo e é bissexual. Aos 18 anos contraiu uma infecção e, por isso, marcou sua primeira consulta ginecológica em um posto de saúde do seu bairro, Itaquera. O dia da consulta demorava a chegar e a infecção piorava. Com medo, comprou um antibiótico sem receita. No dia da consulta, a adolescente queria saber se estava tudo bem, mas para sua surpresa o médico se recusou a examiná-la.Ao sair do consultório, Larissa ficou com uma pulga atrás da orelha. “Quantas meninas lésbicas já tiveram atendimento médico negado?”, pensou.

Alguns anos mais tarde chegava o momento do Trabalho de Conclusão de Curso da graduação em Jornalismo e Larissa estava decidida a falar sobre a população LGBT. O recorte para mulheres bissexuais e lésbicas veio automaticamente. Achava que havia poucas abordagens sobre o tema. Nas primeiras pesquisas de campo já ficava claro o desejo das meninas em relatar seus casos e vivências de negligência no atendimento ginecológico.

Fonte: https://www.cartacapital.com.br

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