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A cada 4 minutos uma mulher é agredida no Brasil e na Paraíba três feminicídios foram registradas em setembro

COMBATE À VIOLÊNCIA

Dados do Ministério da Saúde mostram que, no Brasil, a cada quatro minutos, uma mulher é agredida por um homem e sobrevive. No ano passado, foram registrados mais de 145 mil casos de violência, sendo física, sexual, psicológica e de outros tipos, em que as vítimas sobreviveram. Na Paraíba, neste mês de setembro, três paraibanas foram mortas na Paraíba nos municípios de Campina Grande, Itabaiana e Sousa.

Observando o aumento no número de casos de feminicídio este ano no Estado, a deputada e presidente da Comissão dos Direitos da Mulher na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Camila Toscano (PSDB), voltou a cobrar a adoção das tornozeleiras eletrônicas para os agressores, bem como a instalação de Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM) em 27 municípios paraibanos. “Essas medidas são urgentes”, disse.

“O que vemos é um aumento no número de casos de feminicídio em nosso Estado e precisamos encontrar formas de evitar que esses crimes aconteçam. É essencial começarmos a trabalhar na base com os nossos estudantes, sobretudo, na primeira infância. Mas esse é um trabalho a longo prazo. Paralelo a isso, devemos adotar medidas urgentes para que as mulheres não sejam mortas pelo simples fato de serem mulheres”, disse a deputada.

No dia 1º de setembro, dois crimes foram registrados. Em Campina Grande, uma mulher de 31 anos foi morta a facadas pelo ex-companheiro na frente dos filhos. Em Itabaiana, uma mulher, de 40 anos, também foi morta a facadas pelo companheiro. No município de Sousa, na última terça-feira, uma adolescente de 17 anos foi morta dentro de casa com um tiro de espingarda calibre 12. O companheiro dela fugiu do local e é o principal suspeito do crime.

Quanto à adoção das tornozeleiras eletrônicas por agressores, Camila destacou que essa medida já é utilizada em Pernambuco e tem garantido a integridade física e a vida de milhares de mulheres. Ela explicou que a tornozeleira é como a que é usada pelo sistema penitenciário em todo o país. A diferença no monitoramento eletrônico dos agressores de mulheres é que ela é conectada ao rastreador. Quando o agressor invade a área estabelecida pela Justiça, que é de dois quilômetros de distância da mulher, os dois aparelhos começam a vibrar e as luzes mudam de cor.

Mortes – Dados da Secretaria de Segurança e Defesa Social do Estado da Paraíba revelam que no primeiro semestre deste ano 32 mulheres foram assassinadas em toda Paraíba. O número representa 53% dos assassinatos de mulheres. O índice é maior do que o mesmo período do ano de 2018, quando 48 mulheres foram assassinadas e 22 casos foram tratados como feminicídios, representando 44% do total.

Delegacias – Atualmente existem no Estado apenas nove Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher especificamente em Bayeux, Cabedelo, Cajazeiras, Campina Grande, Guarabira, João Pessoa, Patos, Sousa, Santa Rita. “Sabemos que esse quantitativo não reflete o atendimento mínimo necessário da demanda existente e que, em muitos casos, as agressões ocorrem em localidades onde a distância geográfica impossibilita a vítima de procurar esse atendimento especializado.

A ALPB já aprovou requerimentos da deputada Camila Toscano solicitando a instalação de delegacias especializadas nos municípios de Pombal, Monteiro, Mamanguape, Itabaiana, Itaporanga, Princesa Isabel, Solânea, Alagoa Grande, Araruna e Areia.

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