Saúde

61% das brasileiras não amamentam seus filhos até os seis meses de vida e pediatra alerta para prejuízos à imunidade dos bebês

SÉRIE MATERNIDADE 

Pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), no Brasil, revela que apenas 39% das mães amamentam seus filhos exclusivamente até os seis meses de vida, enquanto 61% não chegam até esse período ou até sequer, amamentaram as crianças em algum momento. A médica pediatra, chefe do setor de pediatria do Hospital do Hapvida, em João Pessoa, Georgia Campos, destaca que a ausência do leite materno pode deixar o bebê mais susceptível às infecções.

“O leite humano possui numerosos fatores imunológicos que protegem a criança contra infecções. Os anticorpos IgA no leite humano são um reflexo dos antígenos entéricos e respiratórios da mãe, ou seja, ela produz anticorpos contra agentes infecciosos com os quais já́ teve contato, proporcionando, dessa maneira, proteção à criança contra os germens prevalentes no meio em que a mãe vive”, explica a pediatra.

Por isso, o ditado popular de que “o leite materno é a melhor vacina” tem um quê de verdade, porque para algumas doenças, segundo a especialista, ele de fato funciona com um fortalecimento do sistema imunológico das crianças. Entretanto, ela alerta que apenas a amamentação não é suficiente para isso e que, mesmo os bebês que se alimentam exclusivamente com o leite materno, devem cumprir rigorosamente o calendário de vacinação instituído pelo Ministério da Saúde.

“Para a mulher que amamenta saber que o filho vai encontrar o melhor alimento a partir do leite materno produzido pelo seu próprio corpo e que o bebê cresce saudável, gera uma força para vencer cada etapa dessa nova fase da vida que, muitas vezes, é desgastante, mas absolutamente compensada pela alegria de poder auxiliar no desenvolvimento da criança”, completa.

Georgia Campos ressaltou ainda que, além do bebê adquirir todos os nutrientes necessários para o seu bom desenvolvimento por meio da amamentação, existem ainda os benefícios para a saúde da mulher.  “Além de fortalecer o vínculo entre a mãe e o bebê, a amamentação diminui os riscos de a mulher desenvolver anemia, osteoporose, doenças cardíacas, câncer de mama e de ovário, depressão e hemorragia pós-parto. Amamentar é um ato prazeroso, que aumenta a autoestima e faz um bem enorme ao corpo, a alma e ao coração”, finaliza.

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