Política

Candidato acreditar em Deus é importante para 8 em cada 10 dos brasileiros, aponta pesquisa CNI/Ibope

Fotos Públicas / Agência Brasil / Marcello Casal Jr

Para ganhar voto, é importante que o candidato acredite em Deus. É o que pensa 8 em cada 10 brasileiros entrevistados na pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira – Perspectivas para as eleições de 2018”, divulgada pela CNI, em parceria com Ibope, nesta terça-feira (13).

Apesar da importância da fé, apenas 29% das pessoas disseram que é muito importante que o candidato seja da mesma religião que elas.

Quanto à classe social, 52% dos entrevistados concordam que preferem candidatos de família pobre. Essa resposta é mais frequente em eleitores com renda familiar menor.

O partido político, por outro lado, é menos relevante para os eleitores. 72% das pessoas concordam totalmente ou em parte que votam nos candidatos que mais gostam, independentemente da legenda em que eles estejam.

Questionados sobre que partido têm mais simpatia, 48% disseram não ter preferência e 5% não souberam ou não quiseram responder. Dos que responderam, o PT tem a preferência da 19%, seguido pelo MDB (7%), PSDB (6%) e PSol (2%).

As características pessoais são apontadas como mais importantes do que os programas de governo. De acordo com a sondagem, 66% dos brasileiros preferem votar em um candidato honesto que defenda políticas com as quais ele não concorda.

Ser honesto e não mentir na campanha são as características que os brasileiros mais buscam em presidenciáveis. Elas foram citada por 87% dos entrevistados. Em seguida, aparece nunca ter se envolvido em casos de ​​​​​​corrupção (84%) e transmitir confiança (82%).

Ter experiência como prefeito ou governador é relevante para a maioria do eleitorado. 47% concordaram totalmente com essa afirmação e 25% apoiam em parte.

Para 44%, o foco do próximo presidente deve ser mudanças sociais, com melhoria da saúde, educação, segurança e desigualdade social. Em seguida, aparece moralização administrativa , com combate à corrupção e punição de corruptos, com 32%.

Já a estabilização da economia, com queda do custo de vida e do desemprego foi citada por 21% dos entrevistados. Outras opções foram respondidas por 1%, e 2% não souberam ou não responderam. Para 92%, por sua vez, o controle de gastos públicos é um tema importante de campanha.

A maioria dos brasileiros não acredita no que os candidatos prometem. Questionados, 75% discordaram totalmente ou em parte da frase “eu acredito nas promessas de campanha dos candidatos”.

Quanto a expectativa para o pleito neste ano, 44% dos brasileiros estão pessimistas e 20% estão otimistas. Outros 23% se disseram neutros e 13% não sabem ou não responderam.

Os motivos de pessimismo são corrupção (30%), falta de confiança nos governantes (19%) e falta de opção entre os pré-candidatos (16%). Já os otimistas destacaram a expectativa de mudança e renovação (32%), esperança no voto e participação popular (19%) e sentimento de melhorias em geral (11%).

A sondagem foi feita entre 7 e 10 de dezembro de 2017 com duas mil pessoas em 127 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Por Msn Notícias

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