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Centenas de manifestantes continuam acampados na praça Tahrir

Após celebração por um ano da revolução, egípicios exigem saída de militares

Centenas de manifestantes decidiram permanecer acampados na Praça Tahrir, no Cairo, para exigir que a Junta Militar que governa o Egito transfira imediatamente o poder a uma autoridade civil, depois de terem celebrado nesta quarta-feira (25) o primeiro aniversário do início da revolução.
Dezenas de tendas lotam o centro e as laterais da praça, cujos acessos foram reabertos ao trânsito de veículos nesta quinta, segundo constatou a Agência Efe.

Um grande engarrafamento provocado pela proliferação de manifestantes testava a paciência dos motoristas, que tentavam avançar para chegar ao trabalho.

A polícia não apareceu na Praça Tahrir, o que contrasta com o amplo desdobramento ainda existente em edifícios governamentais próximos ao Ministério do Interior.

Na quarta-feira, dezenas de milhares de pessoas participaram da comemoração do primeiro aniversário da revolta popular que derrubou o regime de Hosni Mubarak, em uma jornada festiva que também teve espaço para reivindicações.

Em comunicado, a União de Jovens da Revolução, que representa oito partidos e nove movimentos políticos, anunciou que manterá os acampamentos na praça para que a revolução continue e haja uma verdadeira mudança no país.

Na nota, a organização denuncia que continuam os juízos militares contra civis, que a Lei de Emergência não será derrogada completamente e que “a situação vai de mal a pior, o que significa que, depois de um ano, a revolução acabou com Mubarak, mas não com seu regime”.

EFE


Data Publicado em 26 de janeiro de 2012 por Davi Lambertine
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