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Após assembleia, operários da obra no Maracanã decidem manter greve

Eles reclamam que falta sinalização na obra, pedem equipamentos melhores, como máscaras, e muitos dizem ainda que a comida é estragada.

Após horas de negociações, nessa quinta-feira, com o consórcio responsável pelas obras no Maracanã, os operários decidiram, em assembleia realizada no início da manhã desta sexta-feira, que vão continuar em greve. Os trabalhadores recusaram a oferta dos responsáveis pela reforma para a Copa de 2014 e vão seguir parados ao menos até segunda-feira.

Cerca de 300 operários estão em frente ao estádio. Alguns, no entanto, foram para lá com o objetivo de retomar o trabalho, mas um caminhão do sindicato impede que alguém fure a greve. A segurança no entorno do Maracanã está reforçada com três viaturas da polícia, e a manifestação não chegou a atrapalhar o trânsito na Avenida Maracanã, apesar do horário de pico.

Os operários aceitaram a inclusão do plano de saúde, benefício que anteriormente era concedido apenas aos encarregados. No entanto, eles desejam a extensão do plano para os familiares. Outra reivindicação, o aumento do valor da cesta básica de R$ 110 para R$ 300, também não foi atendida. O consórcio ofereceu R$ 120, o que causou revolta entre os trabalhadores, que protestaram, nesta manhã, exibindo notas de R$ 10. Muitos gritaram que o aumento oferecido não dava nem para comprar um ingresso para uma partida no Maracanã.

- Estamos na expectativa de novas reuniões. Estamos à disposição deles (responsáveis pelo consórcio). A partir do momento que houver respeito a pelo menos uma parte importante do que solicitamos, voltaremos ao trabalho. A intenção de ninguém é fazer greve. Os operários só querem segurança e melhores condições – explicou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção intermunicipal do Rio de Janeiro (Sitraicp), Nilson Duarte Costa.

Por conta própria, o sindicato conseguiu que na próxima terça-feira peritos façam vistoria no Maracanã para averiguar o grau de insalubridade e periculosidade da obra. Os trabalhadores receberam garantia de que ninguém sofrerá retaliação e que todos receberão pelos dias que não trabalharam.

A manifestação dos operários da reforma do Maracanã começou na quarta-feira depois que um funcionário ficou ferido por conta da explosão em decorrência do corte de um barril com uma solda. Eles reclamam que falta sinalização na obra, pedem equipamentos melhores, como máscaras, e muitos dizem ainda que a comida é estragada.

Globoesporte


Data Publicado em 19 de agosto de 2011 por Michele Marques
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