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Japão usa até helicópteros para tentar resfriar reatores nucleares

Central de Fukushima foi afetada por terremoto e tsunami na última sexta-feira (11)

O governo do Japão apelou nesta quarta-feira (16) para helicópteros para tentar resfriar os reatores da central nuclear de Fukushima 1, seriamente afetada pelo terremoto e pelos tsunamis que atingiram o nordeste do país na última sexta-feira (11), informou a televisão pública NHK.

A missão dos aparelhos é jogar água sobre os reatores, que tiveram seus sistemas de resfriamento virtualmente destruídos pelo tremor e pelas explosões registradas nos últimos dias.

De acordo com a agência de notícias France Presse, o primeiro aparelho, um CH-47 Chinook, recebeu a ordem de missão às 16h locais (4h de Brasília), mas não conseguiu jogar água sobre reatores da central nuclear, impedido pela forte radioatividade.

Outros helicópteros estão preparados para participar das operações na central, que sofreu uma combinação de acidentes nos reatores, informou o site do jornal Yomiuri Shimbun.

Ainda não está claro, no entanto, se as missões serão mantidas durante a noite e se o mau tempo que afeta o nordeste do Japão influenciará nas decolagens.

A companhia elétrica japonesa Tepco anunciou nesta terça-feira (15) que estudava essa alternativa diante da impossibilidade de utilizar os mecanismos habituais para resfriar os reatores.

Os altos níveis de radiação chegaram a forçar a retirada dos trabalhadores que tentam evitar o derretimento dos núcleos dos reatores na tarde desta quarta-feira (madrugada no Brasil). O grupo retornou ao local mais tarde, quando a usina foi considerada segura novamente.

Governo diz que não há risco imediato

O governo do Japão assegurou nesta quarta-feira que o nível atual de radiação além do perímetro de 20 km já esvaziado ao redor da usina nuclear de Fukushima não representa “um risco imediato para a saúde”.

O porta-voz do governo, Yukio Edano, disse em entrevista coletiva que o nível de radioatividade entre 20 km e 30 km da central, área na qual foi pedido que os moradores permaneçam em casa e com as janelas fechadas, não tem efeito prejudicial direto.

Edano afirmou ainda que os responsáveis da usina continuam trabalhando “com todo o apoio dos setores relevantes” para tentar reduzir a temperatura dos reatores da central, onde nesta quarta-feira ocorreu um novo incêndio no edifício do reator 4 e foram vistas grandes colunas de fumaça procedentes do reator 3.

Do R7.com


Data Publicado em 16 de março de 2011 por Michele Marques
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