Célio Alves “Guarabira não fica a dever nada a João Pessoa”.
COMO FORAM OS PRIMEIROS 30 DIAS COMANDANDO A MAIOR REDE DE RÁDIO DA PARAÍBA? De aprendizado, reconhecimento do terreno e [...]
COMO FORAM OS PRIMEIROS 30 DIAS COMANDANDO A MAIOR REDE DE RÁDIO DA PARAÍBA?
De aprendizado, reconhecimento do terreno e adaptação. Por mais que guardemos algum conhecimento, sempre estamos a aprender.
QUEBRAR A SUA ROTINA DE TRABALHO EM GUARABIRA MEXEU DE QUE MANEIRACOM A SUA VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL?
A mudança foi radical. E não só eu mudei, mas a família. João Pessoa é diferente de Guarabira, e isso exige de mim, Lidiane e Olívio Neto uma transformação de hábitos, ambientes, horários, e bem mais. Transferi o curso de Direito, por exemplo. Enfim, ocorreu uma verdadeira mutação. A correria não me assusta muito, visto que em Guarabira sempre mantive uma rotina muito rigorosa. As oportunidades de João Pessoa são mais amplas, porém sinto falta do calor humano de Guarabira. Quanto menor a cidade mais as pessoas são acolhedoras, e isso me fascina.
ACOSTUMANDO A TRABALHAR SOZINHO, COMO ESTÁ SENDO DIVIDIR O STÚDIO COM OUTROS APRESENTADORES?
É diferente. No princípio a gente estranha um pouco, tem alguma dificuldade, mas depois entra no eixo. Há um tempo de adaptação nossa aos colegas e deles a mim. No entanto, com a equipe que tenho e da qual faço parte não há maiores dificuldades. São todos grandes profissionais e de bom caráter.
POLITICAMENTE VOCÊ SEMPRE FOI BEM RELACIONADO COM OS POLÍTICOS. O FATO DE ESTAR NUMA REDE DE RÁDIO ESTADUAL ESTÁ AUMENTANDO SEU CIRCULO DE AMIZADES?
Amplia, sim. Nós ficamos mais vistos. O público é bem maior. Às vezes falta tempo para um contato mais próximo, mas ainda assim temos buscado os contatos em busca da notícia.
APESAR DE POUCO TEMPO NA REDE PARAIBA SAT, JÁ DÁ PRA FAZER UMA COMPARAÇÃO COM O MODO COMO É FEITO O RÁDIO AQUI EM GUARABIRA?
Guarabira não fica a dever nada a João Pessoa. A cidade tem um rádio de qualidade. Aqui, como aí, existem profissionais mais e menos talentosos. A grande escola, no entanto, é o interior do estado. Eu sou um exemplo. Em Guarabira, onde o radialista é pau pra toda obra, ou se é bom ou não se é.
QUAIS AS DIFERENÇAS?
Uma das diferenças é o contato com o público. Aqui, se cria mais respeito e admiração pelo profissional. Em Guarabira, isso termina virando até amizade.
SABEMOS QUE VOCÊ CURSA FACULDADE DE DIREITO. PENSA EM ABANDONAR O RÁDIO ALGUM DIA?
É uma hipótese. Entretanto, só mais na frente pensarei a respeito. Dependendo do momento, conciliarei o Direito e o rádio. Do contrário, optarei por um deles. Gosto muito de ambos. De cada um extraio algo e eles terminam se completando.
SABENDO DO SEU TALENTO NO RÁDIO, APESAR DO POUCO TEMPO NA CAPITAL, JÁ SURGIU ALGUMA OUTRA PROPOSTA DE TRABALHO?
Não.
SUA POSIÇÃO PROFISSIONAL LHE TORNA ALVO DO ASSÉDIO DOS POLITICOS?
Certamente. Nesse ano eleitoral ainda mais. É preciso, porém, saber lidar com isso. Diferenciar quando alguém está a te dar um furo jornalístico, um fato em primeira mão, ou apenas quer te fazer porta-voz de um interesse. Às vezes a linha que separa as duas situações é muito tênue. Todavia, os anos nos moldam e ajudam a identificar os casos.
QUAIS SÃO AS SUAS PRETENSÕES PROFISSIONAIS?
Corresponder à confiança que a Rede Paraíba de Comunicação depositou em mim e fazer, na Paraíba, rádio com o mesmo afinco que fiz em Guarabira. Se a Paraíba me der metade do carinho e reconhecimento que conquistei em Guarabira estarei plenamente realizado.
PARA ENCERRAR, O QUE VOCÊ LEVOU NA BAGAGEM, DOS QUASE 10 ANOS DE RÁDIO NO BREJO?
Na verdade, onze anos e sete meses. Trouxe para cá e levarei para qualquer lugar tudo, pois tudo que sou devo a Guarabira e a essa região inigualável. Minha história se divide em duas: antes e depois de Guarabira.

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