Polícia

Policiais civis farão protesto na Praça João Pessoa amanhã

Na parte da tarde, a convite da Deputada Nadja Palitot, ASPOL/SINPOL, Adepdel, APO e SINDEPOL participaram de uma reunião com o Secretário das Finanças Marcos Ubiratan.

greve civilApós o feriadão, o primeiro dia útil foi movimentado para o Comando de Greve. Durante todo o dia, as entidades aguardaram por uma resposta do Governo do Estado, a qual não veio. Pela manhã, o comando de greve reuniu-se com o Procurador Geral de Justiça Oswaldo Trigueiro Filho, debatendo sobre o prejuízo que a greve traz e da responsabilidade do Estado em buscar solução para o conflito.

Na parte da tarde, a convite da Deputada Nadja Palitot, ASPOL/SINPOL, Adepdel, APO e SINDEPOL participaram de uma reunião com o Secretário das Finanças Marcos Ubiratan. Após breve demonstração sobre as finanças do Estado por parte do Secretário, o presidente da Aspol Flávio Moreira, detectou que segundo as informações prestadas, o FPE voltou a crescer no mês de outubro, o que somado ao ICMS importa em dizer que o Estado tem se recuperado da crise financeira.

Quanto a questão do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, o Secretário Marcos Ubiratan afirmou que o gasto com pessoal bate hoje na casa dos 63,85% (sessenta e três, virgula oitenta e cinco por cento), o que estaria acima do limite.

Questionado pelo presidente Flávio Moreira quanto à questão de que caso haja tal situação, o Estado estaria realmente impedido de conceder qualquer reajuste, porém TAMBÉM ESTARIA IMPEDIDO DE EFETUAR QUALQUER CONTRATAÇÃO/NOMEAÇÃO, O QUE TEM OCORRIDO.

Diante de tal questionamento, o Secretário Marcos Ubiratan afirmou receber os dados da Controladoria Geral do Estado e somente ser o responsável por executar os pagamentos. Bastante cordato e sincero, o Secretário das Finanças reconheceu justos os pleitos da categoria e comprometeu-se a conversar com o Secretário da Administração e com o próprio Governador, a fim de buscar uma solução.

Recebeu ainda a cópia da proposta e ficou de dar resposta a exequibilidade da mesma as categorias em breve. Durante o dia, alguns setores da imprensa questionaram declarações do Governador José Maranhão em pedir a ilegalidade da greve e o presidente da Aspol Flávio Moreira afirmou que “o diferencial do Governador tem sido sua tolerância e seu reconhecimento a justiça dos pleitos da categoria e esperamos que tal postura continue, até porque estamos mantendo o mínimo essencial e cumprindo a legislação. Ilegalidade da greve nem resolve a questão da categoria, como ainda causa revolta e indignação a quem tem o pior salário do Brasil e está lutando por dignidade. Não queremos acreditar nesta hipótese, mas certamente iremos recorrer caso haja tal decisão.”


Data Publicado em 4 de novembro de 2009 por Michele Marques
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