Polícia

Exclusivo:Presidente da ASPOL fala sobre a paralisação de 24hs da polícia civil

Em entrevista exclusiva ao portalmidia, Flávio dá resposta à sociedade e diz o porquê da paralisação.

greve civilOs policiais civis do estado da Paraíba paralisam suas atividades durante toda esta quinta-feira (8), como forma de alertar o governo estadual no tocante as questões da categoria.

Em entrevista exclusiva ao portalmidia, Flávio dá resposta à sociedade e diz o porquê da paralisação.

“Estamos aguardando há mais de um ano por resposta a nossas reivindicações, sendo mais de 7 (sete) meses somente do atual governo. No ano passado, a Polícia Civil não conquistou salários após a greve e sim a nossa Lei Orgânica. O compromisso era de negociar a partir de Dezembro/2008, o que não ocorreu.

Atualmente, os policiais civis da Paraíba recebem o pior salário do Brasil e isto não teria ocorrido se não fosse o tratamento discriminatório imposto à categoria, onde alguns poucos tiveram cerca de 130% de reajuste com ganho real (230% brutos), enquanto que a enorme maioria dos policiais civis teve apenas a reposição parcial das perdas inflacionárias (83% brutos). Queremos que sejam aplicados os mesmos percentuais para todos, corrigindo tal injustiça.

Flávio Moreira - presidente da Aspol

Flávio Moreira - presidente da Aspol

Os policiais civis lutam pelo pagamento na forma de subsídio, conforme determina o § 9º do Art. 144 da Constituição Federal, o que assegura uma aposentadoria sem perdas e a isonomia em qualquer reajuste oferecido, impedindo a discriminação, preservando a igualdade de tratamento.

O próprio governador Maranhão retirou metade da gratificação de risco de vida dos policiais civis. Esse valor ficou em 50% e a dúvida é se a vida de um policial só vale a metade… A devolução de tais valores corrigidos é uma luta antiga, porém calculada de forma verdadeira e com base nos valores da época em que foi tirado.

A luta dos policiais civis é por dignidade. Para que possam educar seus filhos e saírem de suas casas com a consciência tranqüila em não deixar suas famílias desassistidas caso não volte para casa. O policial tem uma rotina mais estressante do que a maior parte dos trabalhadores, não tem tempo para sua família e não tem direito ao lazer, pois não pode ficar exposto como um cidadão comum, tendo em vista a sua atividade. Você não acha que um profissional assim merece um salário digno?”. Disse Flávio Moreira.

Flávio dará entrevista na Constelação FM nesta quinta-feira (8), pela manhã.

Michele Marques/Redação


Data Publicado em 7 de outubro de 2009 por Michele Marques
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