Educação

Acordo judicial põe fim à greve do Magistério de Sapé

Depois de paralisações, ‘velório da Educação’, panfletagens e uma greve os professores decidiram aceitar a proposta, pondo fim ao movimento paredista.

Professores de SapéDepois de paralisações, ‘velório da Educação’, panfletagens e uma greve de quase duas semanas, o magistério público municipal de Sapé e o Executivo assinam acordo intermediário proposto pelo Juiz Wladimir Alcibíades Falcão, da comarca de Sapé.

O magistério aceitava um reajuste de 20%, mas os representantes do Executivo só ofereciam 13%, de imediato, e mais 2% no final do ano. Depois de duas audiências de conciliação o juiz apresentou uma proposta intermediária de 15%, para os meses de maio, junho e julho e 17% para o período de agosto a dezembro. Os 15% referentes aos três meses, serão pagos de uma só vez no próximo pagamento da folha funcional, que deverá ocorrer até o final deste mês, representando um montante acumulado de 45%.

O magistério se fez presente em massa ao fórum para acompanhar as negociações e, diante da proposta colocada, se reuniu no auditório do fórum em assembléia e decidiram aceitar a proposta, pondo fim ao movimento paredista.

No acordo, a categoria também formalizou outras conquistas, como a realização de concurso público de provas e títulos para todos os setores do serviço público, que será realizado até o final do ano, revisão e adequação do PCCR – plano de cargos, carreiras e remunerações do magistério e elaboração de PCCRs para os profissionais da Saúde (específico) e para os demais servidores da prefeitura (genérico).

A reposição das aulas também ficou acertada no documento, quando a Secretaria Municipal de Educação fará a elaboração de novo calendário letivo, deixando facultado às escolas outros modelos de reposição, desde que atendam aos preceitos legais. O retorno às aulas está marcado para esta quinta-feira.

O sindicato avalia como positivo a campanha salarial 2009, quando foi conquistado um percentual razoável de reajuste e garantido os PCCRs e o concurso. “O concurso vai acabar com o apadrinhamento político no serviço público e fortalecer a categoria e o sindicato e os PCCRs vão resultar em ganhos reais e valorização de todos os servidores municipais”, avaliou Jorge Galdino – dirigente do sindicato.

FONTE: JORNAL FORÇA DE EXPRESSÃO


Data Publicado em 18 de julho de 2009 por Michele Marques
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