Magistério de Sapé pode deflagrar greve por tempo indeterminado nesta terça
Esta terça-feira (30) é um dia especial para os servidores públicos municipais de Sapé. A partir das 8 horas da manhã, os servidores associados ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Sapé (SINDSERVS), elegerão, em chapa única, a nova diretoria e conselho fiscal da instituição.
Esta terça-feira (30) é um dia especial para os servidores públicos municipais de Sapé. A partir das 8 horas da manhã, os servidores associados ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Sapé (SINDSERVS), elegerão, em chapa única, a nova diretoria e conselho fiscal da instituição.
A votação vai até as 17 horas, quando ocorrerá a apuração dos votos. A chapa única para direção do sindicato é presidida pela professora Mariza Alexandre, tendo como vice-presidente, Jorge Galdino de Almeida.
À noite, às 19h30, está marcada uma assembléia geral, com indicativo de greve do Magistério público municipal por tempo indeterminado. A categoria reivindica 30% de reajuste retroativo a data-base (1º de maio), mas o Executivo só oferece 13%. Os professores já realizaram uma paralisação de advertência de uma semana, antes das festividades juninas, mas o poder público não sinalizou com nenhuma outra proposta. Logo após a assembléia, haverá uma comemoração pelos 10 anos de fundação do sindicato.
“O próximo dia 30 será um dia importante para a categoria. Haverá eleições para a nova diretoria e conselho fiscal do sindicato durante o dia, e à noite, acontecerá uma assembléia para a deliberação de uma greve por tempo indeterminado, caso não haja entendimentos com o Executivo neste período. Após a assembléia, haverá uma comemoração pelo aniversário de dez anos de fundação do sindicato. Uma década de muitas lutas e muitas vitórias que fazem do nosso sindicato um dos mais atuantes do Estado” – disse Jorge Galdino, atual presidente do Sindservs.
Os alunos da rede pública municipal encontram-se em recesso escolar, tendo a volta às aulas marcadas para o próximo dia 06/07, mas, caso perdure o impasse nas negociações da campanha salarial, as aulas não terão o retorno previsto por conta da greve. “Vamos deliberar o movimento paredista nesta terça, mas ainda há tempo do Executivo oferecer um percentual de reajuste mais condizente com o aumento nos repasse do Fundeb, que este ano ultrapassou os 28%, evitando assim a greve. Não queremos parar de trabalhar, mas não dá para aceitar 13% de reajuste sabendo que o governo federal repassou mais do dobro desse percentual aos cofres da prefeitura. É uma questão matemática.” Disse a professora Mariza Alexandre.
Da redação com Sindicato










